quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mais de 10800 pessoas são imunizadas contra a febre amarela em São Roque


Dez mil, oitocentos e sete pessoas foram vacinadas contra a febre amarela ao longo de toda a semana em São Roque.
Os números, contabilizados até o dia 22 de fevereiro, reúnem o total de vacinados nas unidades: Centro de Saúde II (1884), Canguera (1086) e Carmo (7063 vacinações no mutirão, somados as imunizações desta semana, 774). 

A ação foi iniciada nos dias 18 e 19 de fevereiro, com um mutirão que imunizou 7063 pessoas nos bairros do Carmo e Caetê, próximos ao local onde um macaco morreu por conta da doença.
“São Roque não faz parte da relação de cidades com recomendação da vacina definida pelo Ministério da Saúde. A vacinação foi realizada para garantir a proteção da população local. Seguindo as orientações da Secretaria estadual, vacinaremos somente moradores do Caetê e Carmo”, afirma a diretora de Saúde do município, Andrea Rodrigues.

Convencionalmente, a vacina contra a febre amarela é indicada apenas aos moradores de regiões silvestres, rurais, de mata e ribeirinhas e para aqueles que vão viajar a esses locais ou os que estão classificados como regiões de risco.
“Todos os são-roquenses que se enquadrarem nas condições indicativas para receber a vacina serão imunizados nos postos, como por exemplo aqueles que vão viajar para áreas de risco, entre outras. Continuaremos seguindo as recomendações do governo do estado”, explica Andrea.
A imunização é contraindicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até seis meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo).

A diretora explica que, em razão do imediatismo, e dado muito valor a uma situação controlada, caso da febre amarela, deixando-se de lado situações que estão bem próximas e que podem se transformar em problemas reais.

“A situação da febre amarela é controlada na cidade. O único caso confirmado foi silvestre, em uma área de mata atlântica isolada, e causada por um inseto que só vive em matas fechadas. Enquanto isso estamos esquecendo do Aedes Aegypti, que transmite dengue, Zika, vive em áreas urbanas e é um problema real”, finaliza.
Segundo o Departamento Municipal de Saúde, serão aguardadas novas orientações da Secretaria estadual de Saúde sobre o planejamento de futuras ações de imunização. A cidade de São Roque não registra nenhum caso de febre amarela humana.

Balanço

Em 2017, há dois óbitos por febre amarela silvestre autóctone confirmados no Estado de São Paulo. No decorrer das últimas três semanas, não houve novos óbitos confirmados por transmissão da doença no estado.
Há cinco mortes confirmadas que são importadas, ou seja, as infecções ocorreram fora de São Paulo, todas em Minas Gerais (com notificações em Santana do Parnaíba, três na capital e uma em Paulínia). Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

Assessoria de Imprensa
Prefeitura da Estância Turística de São Roque

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